Safra de soja 2025/26: clima, produtividade e análise completa por região do Brasil
A safra de soja 2025/26 caminha para sua reta final. Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a colheita alcançou 67,7% das áreas produtoras até 21 de março.
No mesmo período da safra passada, o percentual de áreas colhidas era de 76,4%. A redução no ritmo das colheitas pode ser explicada sobretudo pelas condições climáticas, que variam entre as principais regiões produtoras.
Mesmo com essa diferença, a Conab estima uma produção de 177,8 milhões de toneladas, valor 3,7% maior em comparação ao ciclo anterior.
Até a última atualização oficial da entidade, 18,6% das lavouras do país estão em estádio de maturação, enquanto 11,5% se encontram em enchimento de grãos.
No blog abaixo, você confere como foi a safra de soja 2025/26 em cada um dos principais estados produtores do país. Ao final, você pode conferir diversos resultados já consolidados desta safra, que comprovam a alta performance das cultivares da DONMARIO nas mais diferentes regiões produtoras.
Safra de soja 2025/26 na Região Centro-Oeste
O Centro-Oeste apresenta a colheita mais avançada no país até aqui. No Mato Grosso, os trabalhos estão praticamente finalizados, com 98,3% das áreas colhidas. No Mato Grosso do Sul e em Goiás, a colheita está bastante avançada, com 87% e 77% das áreas concluídas, respectivamente.
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Mato Grosso: avanço acelerado da colheita e alta produtividade
A alta capacidade operacional dos agricultores no aproveitamento das janelas climáticas possibilitou uma progressão consistente nas colheitas do estado. Essa velocidade nos trabalhos minimizou os efeitos das precipitações frequentes e impulsionou o plantio da safrinha, com destaque para o milho.
Nas últimas áreas que estão sendo colhidas, as produtividades se mantêm elevadas. Até o final de fevereiro, não haviam registros de incidência de grãos ardidos acima dos níveis de tolerância nas principais regiões produtoras do estado, colaborando para a qualidade do grão colhido.
Produtividade estimada: 3.939 kg/ha (−2,2% em relação à safra passada)
Mato Grosso do Sul: regularização das chuvas e bom potencial
Após um início de colheita mais lento, ocasionado pela falta de chuvas, o regime hídrico se regularizou ao longo de janeiro e fevereiro, contribuindo para maior celeridade das operações e um bom potencial produtivo na maior parte do estado.
Em partes da região oeste e sul, o estresse causado por altas temperaturas ocasionou redução do potencial produtivo. Nas localidades mais afetadas pelo clima, foi registrado uma ocorrência relevante de mosca-branca (Bemisia tabaci).
Também foi registrado um aumento da pressão de percevejo–marrom (Euschistus heros), em áreas que apresentaram elevada umidade relativa do ar associadas a temperaturas altas, e ocorrência pontual de manchas foliares, principalmente em localidades com tempo prolongado de umidade elevada.
Produtividade estimada: 3.600 kg/ha (+7,8%)
Goiás: irregularidade das chuvas e efeitos na colheita e produtividade
O regime de chuvas no estado, sobretudo em fevereiro, proporcionou diferentes cenários nas principais regiões produtoras de Goiás. Nas regiões leste, norte e oeste, a boa disponibilidade hídrica foi essencial para as lavouras em fase final de enchimento de grãos, garantindo um bom potencial produtivo.
Por outro lado, na região sul – que responde por cerca de 75% da produção do estado –, a persistência das chuvas gerou interrupções momentâneas nas colheitas, aumentando o nível de umidade nas lavouras e contribuindo para a ocorrência de grãos avariados.
Esse cenário foi minimizado a partir da segunda quinzena do mês, que contou com redução gradual das chuvas, possibilitando a aceleração das operações e preservação da qualidade fitossanitária e comercial dos grãos. Entretanto, a Conab aponta que, em alguns talhões, os atrasos na colheita já causaram redução de peso dos grãos.
Produtividade estimada: 3.922 kg/ha (−6,2%)
Safra de soja 2025/26 na Região Norte
De forma geral, a região Norte contou com atrasos na colheita da soja. Conforme dados da Conab em 21 de março, o Tocantins apresentou 68% das áreas colhidas, número próximo à média dos últimos cinco anos para o mesmo período, que é de 70,8%.
Já informações publicadas em 13 de março relatam que, até o final de fevereiro, o Pará havia colhido 40% de sua área. Com relação à Rondônia, a Conab destacou que as frequentes chuvas em fevereiro também atrasaram a colheita da oleaginosa.
Tocantins: boas produtividades iniciais e atrasos na colheita
Em Silvanópolis, no noroeste do estado, a produtividade inicial ultrapassa os 3.000 kg/ha. Já em cidades da parte central do Tocantins, como Aparecida do Rio Negro, foram registrados rendimentos acima de 4.800 kg/ha.
Entretanto, a maior frequência das chuvas vem atrasando a colheita e comprometendo a qualidade dos grãos em alguns talhões.
Produtividade estimada: 3.642 kg/ha (+6,4%)
Pará: ampla variação regional
As colheitas no estado apresentam estágios diferentes de conclusão, a depender da região produtora – e devem se prolongar até meados de maio.
Enquanto no polo de Paragominas, as operações foram lentamente iniciadas, a colheita já se aproxima do fim no polo de Redenção.
A região do polo da BR-163, no sudoeste do estado, vem apresentando médias de produtividade acima de 4.200 kg/ha.
Segundo a Conab, as lavouras em estádios reprodutivos seguem sendo favorecidas pelas chuvas constantes.
Produtividade estimada: 3.610 kg/ha (+1,2%)
Rondônia: produtividades acima das expectativas iniciais
Devido às chuvas frequentes ocorridas em fevereiro, as operações de colheita sofreram atraso no estado. Por outro lado, o volume de precipitação também favoreceu as áreas em enchimento de grãos.
De forma geral, as condições climáticas favoráveis percebidas ao longo do ciclo da cultura têm refletido em produtividades acima da expectativa inicial para esta safra.
Produtividade estimada: 3.792 kg/ha (−0,2%)
Safra de soja 2025/26 na Região Sudeste
No mesmo período da safra anterior, as colheitas em São Paulo correspondiam a 97% da área. Nesta safra, apenas 62% da área foi colhida. A média dos últimos cinco anos no estado para este período é de 73%. O avanço da colheita em Minas Gerais também apresenta números similares, com 64% das áreas já colhidas até 21 de março.
São Paulo: chuvas favorecem algumas lavouras, mas atrasam colheitas
Ao longo do ciclo, as chuvas constantes favoreceram as ótimas condições de desenvolvimento das lavouras no estado. Contudo, elas também prolongaram o ciclo da cultura e têm atrasado as operações de colheita.
Ainda assim, a qualidade das lavouras não sofreu com as chuvas e as produtividades obtidas até o momento superam a estimativa inicial.
Produtividade estimada: 3.845 kg/ha (−1,2%)
Minas Gerais: excesso de umidade e desafios na colheita e logística
Até a primeira semana de fevereiro, o estado contou com precipitações volumosas e frequentes, impossibilitando colheitas, principalmente em áreas irrigadas. A partir da terceira semana do mês, a redução das chuvas contribuiu para uma celeridade nas operações sobre as áreas de sequeiro.
No momento, a colheita avança em Minas Gerais, mas a soja com alta umidade que chega aos armazéns vem causando demora na secagem do grão e, por sua vez, comprometendo a logística dos agricultores.
As condições de umidade, aliadas a temperaturas favoráveis, também acarretaram em registros de ferrugem-asiática em determinados municípios. Em algumas lavouras da região noroeste do estado, também foi relatada grande pressão de mosca-branca (Bemisia tabaci). Mesmo assim, as lavouras apresentam elevado potencial produtivo.
Produtividade estimada: 3.910 kg/ha (−1,4%)
Safra de soja 2025/26 na Região Nordeste
No Nordeste, os trabalhos de colheita vêm acelerando. Até aqui, a Bahia apresenta a maior progressão na colheita, com 55% das áreas concluídas. Em seguida, vem o Piauí, com 36% da colheita concluída, e o Maranhão, com 34% das áreas atingidas.
Bahia: clima favorece lavouras, mas aumenta pressão fitossanitária
Por um lado, a regularidade das chuvas em boa parte do ciclo nesta safra, aliada com as altas temperaturas, geraram condições favoráveis para o desenvolvimento das lavouras. Por outro, criaram um ambiente mais propício para a ocorrência de pragas e doenças. Segundo a Conab, há registros de percevejos, lagartas do gênero Spodoptera e incrementos pontuais na população de mosca-branca (Bemisia tabaci).
Recentemente, a redução das precipitações possibilitou um maior andamento da colheita, que apresenta níveis de produtividade considerados satisfatórios.
Estimativa de produtividade: 3.957 kg/ha (−4,5%)
Piauí: chuvas atrasam colheitas
A frequência do regime de chuvas no estado favoreceu as lavouras em enchimento de grãos. Contudo, também gerou atrasos nas colheitas, que até o final de fevereiro correspondiam a apenas 7% da área plantada. Desde então, as operações aceleraram e a produtividade é relatada como boa.
Produtividade estimada: 3.554 kg/ha (+3,3%)
Maranhão: clima irregular impacta desenvolvimento de lavouras
Devido à irregularidade das precipitações no estado, algumas regiões concluíram o plantio apenas em janeiro. Na região de Chapadinha e Baixo Parnaíba, no leste do Maranhão, esse cenário comprometeu a produtividade de parte das lavouras semeadas.
Com o restabelecimento das chuvas, as lavouras em período de desenvolvimento vêm sendo favorecidas.
Na região Gerais das Balsas, no sul do estado, a colheita foi iniciada em fevereiro e segue avançando, para compensar o atraso em relação à safra anterior, devido à irregularidade hídrica no início do plantio. É estimado que as operações durem até junho.
Produtividade estimada: 3.528 kg/ha (+4,3%)
Safra de soja 2025/26 na Região Sul
Até aqui, o Sul é a região que apresenta o menor ritmo nos trabalhos de colheita, principalmente devido à irregularidade das chuvas no Rio Grande do Sul e Santa Catarina. No Paraná, 70% das áreas já foram colhidas. Em SC e no RS, a colheita atingiu 25,4% e 13% das áreas, respectivamente.
Paraná: avanço consistente de colheita e estabilidade produtiva
A colheita da primeira safra apresentou evolução acelerada no mês de fevereiro. Em março, as operações seguiram sendo realizadas, mas com algumas interrupções devido à ocorrência de chuvas.
Em termos fitossanitários, as lavouras estão classificadas em boas condições, com quadro produtivo estável.
Produtividade estimada: 3.783 kg/ha (+1,2%)
Santa Catarina: clima irregular e perdas de produtividade
A colheita avançou nas regiões do meio-oeste e oeste, favorecidas pela redução das chuvas. Devido à semeadura ter sido feita sob condições climáticas pouco favoráveis, como frio e falta de água, somado à irregularidade das chuvas em determinados momentos durante a formação de grãos, é apontada a perda de potencial produtivo em algumas regiões.
Também é observada presença moderada de percevejos, com o manejo sendo realizado conforme a necessidade, e baixa incidência de ferrugem-asiática (Phakopsora pachyrhizi).
Produtividade estimada: 3.800 kg/ha (−3,4%)
Rio Grande do Sul: estiagem severa e forte impacto na produtividade
No Rio Grande do Sul, as colheitas ganharam velocidade em março devido às condições climáticas mais favoráveis e ao encurtamento do ciclo causado pela irregularidade das chuvas.
Entretanto, a distribuição irregular de chuvas e baixo volume de precipitação observados desde o início de janeiro, em algumas regiões, e desde a metade de janeiro, em todo o estado, provocaram perdas consolidadas nas lavouras de soja do estado.
A redução da disponibilidade hídrica para as plantas em períodos críticos à cultura resultou em abortamento de flores e vagens e expectativa de redução no peso dos grãos.
As regiões central, sul, da fronteira oeste e da campanha foram as mais atingidas pela forte estiagem. Em algumas localidades, foram registrados mais de 30 dias sem chuvas. Por consequência, alguns locais dessas regiões estimam a produtividade final para níveis inferiores a 2.000 kg/ha.
Em 12 de fevereiro, a Conab estimou a produtividade do estado em 3.129 kg/ha. Em 13 de março, a estimativa foi reduzida em 11,5%, para 2.769 kg/ha. Ainda assim, esse número é maior que a produtividade registrada na safra passada, de 2.342 kg/ha.
Produtividade estimada: 2.769 kg/ha (+18,2%)
Produtividades DONMARIO
Em uma safra de diversas realidades, produtores ao redor do país seguem comprovando a alta performance das cultivares da DONMARIO.
— Hoje, a agricultura mundial está dentro de um contexto em que, se você não evoluir, você acaba ficando para trás dentro do mercado e até mesmo dentro da sua propriedade. Se a gente não usar as tecnologias disponíveis com as empresas certas que existem no mercado, nada mais vai conseguir ter um bom resultado dentro do manejo de cada propriedade — pontua Tiago Daniel Comiram, agricultor de Campos de Júlio/MT.
Veja o que produtores referência em soja estão falando sobre a DONMARIO
Em localidades já colhidas até aqui, separamos alguns resultados que atestam a excelente produtividade dos materiais da DONMARIO no campo.
Resultados no Sul
| Cultivar | Resultado | Produtor | Área | Tipo | Local | Microrregião |
| DM59IX61RSF I2X | 116,8 sc/ha (282,8 sc/alq) | José Henrique de Farias | Experimental | Sequeiro | Luiziana/PR | 203 |
| DM60IX64RSF I2X | 103,3 sc/ha (250 sc/alq) | João Bagini Neto | 16,9 ha | Sequeiro | Luiziana/PR | 203 |
| DM65IX67RSF I2X | 93,8 sc/ha (227,0 sc/alq) | Família Zadinello | 14,5 ha | Sequeiro | Palotina/PR | 201 |
| DM65IX67RSF I2X | 92,3 sc/ha | Fernando Saruwatari | 148 ha | Irrigado | Dourados/MS | 206 |
| DM65IX67RSF I2X | 88 sc/ha | Eder Crivellaro | 24,5 ha | Sequeiro | Bonito/MS | 207 |
| DM65IX67RSF I2X | 93 sc/ha | Grupo Terol | 650 ha | Sequeiro | Maracaju/MS | 206 |
Resultados no Cerrado
| Cultivar | Resultado | Produtor | Área | Tipo | Local | Macrorregião |
| DM70IX70RSF I2X | 90,5 sc/ha | — | 75 ha | Irrigado | São Desidério/BA | M5 |
| DM70IX70RSF I2X | 86,0 sc/ha | Grupo Prediger | Experimental | Sequeiro | Sorriso/MT | M4 |
| DM72IX74RSF I2X | 90,0 sc/ha | — | 75 ha | Irrigado | São Desidério/BA | M5 |
| DM72IX74RSF I2X | 81,9 sc/ha | Irineu M. Parmeggiani | 2,2 ha | Sequeiro | Campos de Júlio/MT | M4 |
| DM74K75RSF CE | 90,0 sc/ha | Eduardo Kuranshi | 72 ha | Sequeiro | Novo Mundo/MT | M4 |
| DM74K75RSF CE | 86,6 sc/ha | Elso Vicente Pozzobon | 44,2 ha | Irrigado | Vera/MT | M4 |
| DM78IX80RSF I2X | 91,0 sc/ha | Rodrigo Lellis Balardin | 5,3 ha | Sequeiro | São Félix do Araguaia/MT | M4 |
| DM79K80RSF CE | 93,9 sc/ha | Elso Vicente Pozzobon | 41,7 ha | Irrigado | Vera/MT | M4 |
| DM79K80RSF CE | 84,0 sc/ha | Diellison Luiz Silva | 9,0 ha | Sequeiro | Terra Nova do Norte/MT | M4 |
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