Próxima safra de soja: confira 6 erros para evitar antes do plantio

Resumo rápido

Planejamento antecipado da safra de soja evita erros que reduzem produtividade e rentabilidade;
Ignorar histórico da área compromete solo, sanidade e decisões de manejo da safra;
Escolha tardia da cultivar aumenta riscos de indisponibilidade de sementes no mercado;
Aquisição tardia de insumos pode elevar custos e gerar incertezas logísticas antes do plantio;
Ausência de dessecação favorece plantas daninhas e prejudica o arranque inicial da soja;
Falta de escalonamento de semeadura aumenta riscos climáticos e concentra colheita em uma única janela;
Não revisar máquinas agrícolas pode gerar falhas operacionais e perdas já na semeadura da soja.

Mesmo com a safra de soja 2025/26 ainda em andamento em algumas regiões do Brasil, muitos produtores já iniciam o planejamento da próxima safra de soja, especialmente nos estados em que as colheitas já foram finalizadas.

Porém, dentro desse planejamento antecipado de safra, tão importante para a obtenção de altas performances na propriedade, alguns erros ainda são recorrentes e podem comprometer os resultados da safra, impactando diretamente a rentabilidade do agricultor.

Nesta matéria, destacamos os 6 principais erros no planejamento da soja que podem prejudicar a próxima safra antes mesmo do plantio.

Erro 1: desconsiderar o histórico da área para planejar a safra de soja

Entender o histórico da área e criar um planejamento com base nessas informações é o primeiro passo para alcançar uma safra de alta performance.

Inicialmente, recomenda-se que o produtor realize uma análise de solo detalhada em toda a área, com o objetivo de avaliar as condições físicas e químicas dos talhões.

A partir da interpretação completa dos níveis de fertilidade e acidez (pH) do solo, é possível definir, se necessário, estratégias de correção do solo antes do início do plantio da soja.

Além do histórico de fertilidade do solo, é também importante que o produtor considere o histórico de doenças, pragas, plantas daninhas e nematóides da sua propriedade e da região, ainda mais frente a uma safra que deverá ser influenciada pela presença de um El Niño no Brasil.

Com base nesse histórico, é possível montar um planejamento fitossanitário assertivo, com foco no posicionamento correto de aplicações e no manejo preventivo de doenças e pragas. Essa abordagem aumenta a eficiência do controle fitossanitário e reduz os custos de manejo ao longo do ciclo da cultura.

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Em suma, apenas com a análise integrada de todos os históricos da área é que o agricultor consegue se antecipar aos problemas, que causaram prejuízos à propriedade em safras anteriores, antes que eles possam ocorrer novamente.

Erro 2: deixar a escolha das cultivares para a última hora

A escolha da cultivar de soja é, possivelmente, a decisão mais estratégica que o produtor pode tomar dentro do planejamento da safra. É a partir da genética implantada no campo – e das biotecnologias ali incorporadas – que o agricultor definirá toda sua estratégia de manejo fitossanitário ao longo do ciclo.

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É também com base na genética da semente que o produtor obterá seu potencial produtivo ao final da safra. Por isso, quanto mais antecipada for a tomada de decisão sobre quais serão as cultivares plantadas, mais seguro se torna o planejamento da safra.

Mesmo em meio a um cenário marcado por volatilidade econômica e incertezas no mercado global, deixar a escolha das cultivares e a compra das sementes para o último momento pode aumentar os riscos de variação de preço e até limitar a disponibilidade das cultivares desejadas no mercado.

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Erro 3: não antecipar a compra de insumos agrícolas

Além da semente, o planejamento da safra de soja deve incluir a aquisição antecipada de outros insumos essenciais à lavoura de soja, como fertilizantes e defensivos agrícolas, que são determinantes para o desempenho da lavoura.

Assim como ocorre na compra de sementes, deixar a compra de insumos para as vésperas do plantio pode aumentar a imprevisibilidade sobre os custos e disponibilidade dos produtos no mercado.

Junto com a compra, é fundamental que o agricultor organize toda a logística de recebimento e armazenamento dos insumos, garantindo que fertilizantes e defensivos estejam disponíveis no momento correto, antes do início da semeadura da soja.

Erro 4: iniciar o plantio sem uma dessecação eficiente

Parte da importância de comprar insumos antecipadamente e organizar a logística de recebimento dos produtos está em garantir a disponibilidade de herbicidas no momento certo para a dessecação pré-plantio da soja, bem como para a aplicação de herbicidas pré-emergentes no manejo de plantas daninhas, visando um bom arranque inicial da cultura.

Em cenários de margens apertadas, realizar o plantio da soja no limpo faz ainda mais diferença. Afinal, o manejo de plantas daninhas durante o ciclo da cultura se torna mais difícil e oneroso, elevando o custo de produção da lavoura e impactando diretamente a rentabilidade do produtor.

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Erro 5: não escalonar a semeadura da soja

O escalonamento de semeadura é uma estratégia fundamental para reduzir riscos climáticos e aumentar a estabilidade produtiva da lavoura. Em uma safra em que a probabilidade da ocorrência de El Niño entre os meses de junho e agosto chega a 79%, é ainda mais crucial que o produtor adote práticas para minimizar os impactos causados por variabilidades climáticas.

Assim, recomenda-se que o agricultor e sua equipe técnica dediquem atenção ao planejamento do escalonamento de semeadura, estruturando a estratégia de cultivo da próxima safra de soja em diferentes janelas de plantio.

Naturalmente, o uso de diferentes datas de semeadura também influencia o escalonamento da colheita, ao final do ciclo da soja, reduzindo a concentração operacional e reduzindo riscos de perdas causadas por excesso de umidade na colheita – realidade observada em algumas regiões na atual safra.

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Erro 6: iniciar o plantio sem revisar o maquinário

A revisão, limpeza e regulagem das máquinas agrícolas devem ser realizadas de forma sistemática a cada safra. Esse cuidado é essencial para garantir o bom desempenho operacional no campo e evitar falhas durante a semeadura.

Ao adotar a revisão constante do maquinário, o produtor também minimiza perdas por desgastes de componentes e evita problemas causados pelo acúmulo de resíduos nos equipamentos. Como resultado, ele obtém maior eficiência nas operações dentro da propriedade e menor impacto nos custos de produção da safra.

O planejamento antecipado é o que sustenta uma safra de soja de alta performance

Múltiplas etapas e decisões estratégicas compõem a safra de soja. Porém, justamente por essa complexidade, o planejamento antecipado é um fator determinante para garantir altas performances com a cultura.

É apenas por meio dele que o agricultor e sua equipe técnica conseguem controlar o máximo de condições possíveis, buscando minimizar os riscos e potencializar os resultados da lavoura.

— O agricultor que realiza o planejamento antecipado da safra, define a cultivar de soja com antecedência e utiliza sementes certificadas é aquele agricultor que, diante de tantas incertezas, uma certeza ele tem: que ele vai conseguir explorar todo o potencial produtivo que ele poderia ter sob aquelas condições. Esse agricultor é o que estará mais preparado para o que pode vir durante a safra — destaca Tiago Scarassatti, agrônomo e gerente de desenvolvimento da GDM Seeds na M3.

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