Cultivar de trigo: como escolher a melhor opção para sua lavoura

Resumo rápido

  • DM3026 e DM4025, cultivares de trigo da DONMARIO, oferecem alta performance no inverno;
  • Potencial produtivo é fundamental, mas qualidade, sanidade e estabilidade também definem a rentabilidade;
  • Resistência à germinação na espiga ajuda a preservar produtividade e qualidade em caso de chuvas na pré-colheita;
  • Cultivares com boa manutenção de PH sofrem menos perdas de valor comercial;
  • Regiões frias reúnem preferência por cultivares com boa resistência à giberela; em regiões quentes, brusone vira prioridade;
  • Materiais de ciclo tardio costumam oferecer maior estabilidade produtiva que cultivares precoces.

A escolha da cultivar de trigo é uma das decisões mais importantes para uma lavoura bem sucedida. E para reduzir riscos ao longo da safra e aumentar a rentabilidade da propriedade, o produtor precisa considerar um conjunto de características que influenciam o desempenho da cultura, a qualidade da produção e a segurança do investimento realizado no campo.

Referência em alta performance no campo durante a safra de verão, desde 2025, a DONMARIO Sementes passou a oferecer soluções também para o cultivo de inverno no Sul do Brasil – com duas cultivares que estendem a expertise da marca em soja também para o trigo.

Cultivares de trigo DONMARIO: opções para diferentes ambientes produtivos

Com as cultivares de trigo DM3026 e DM4025, a marca fortaleceu sua presença nas propriedades rurais ao redor do país, disponibilizando materiais que combinam alta performance com características importantes para aumentar a rentabilidade do agricultor.

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DM3026: cultivar precoce com alta produtividade e excelente estabilidade

Cultivar de trigo de ciclo precoce, DM3026 conta com um excelente potencial produtivo e ótima estabilidade produtiva, acima da média do mercado no segmento de cultivares de ciclo curto.

Confira outros destaques de DM3026:

  • Pacote fitossanitário equilibrado e de fácil manejo, com destaque para o nível de resistência frente à mancha amarela, oídio e queima da folha/bacteriose (MR/R);
  • Bom nível de segurança para germinação na espiga (MR);
  • Ótima manutenção de PH (peso hectolítrico);
  • Indicação para todos os níveis de investimento, com destaque para áreas de alto potencial produtivo.

DM4025: ciclo médio com alta performance e estabilidade produtiva

Cultivar de trigo de ciclo médio, DM4025 também oferece alto potencial produtivo e ótima ênfase em estabilidade produtiva.

Confira outros destaques de DM4025:

  • Sanidade equilibrada, com destaque para a resistência à brusone da espiga e ao mosaico (MR/R);
  • Ótimo nível de resistência à germinação na espiga;
  • Boa manutenção de PH;
  • Ampla adaptação;
  • Melhor desempenho em ambientes de médio a baixo potencial produtivo.

Como escolher uma cultivar de trigo: critérios que impactam a rentabilidade

Qual é o principal critério para a escolha da cultivar de trigo a ser plantada? Para a maior parte dos agricultores, a resposta parece óbvia: a produtividade. Afinal, maiores produtividades costumam se traduzir em maior rentabilidade ao final da safra.

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Porém, por mais que o potencial produtivo seja o principal fator para definir a escolha de uma cultivar de trigo, ele não deve ser o único. Junto a ele, o produtor deve garantir que o material escolhido tenha bons níveis de qualidade industrial do grão, manutenção de PH (Peso Hectolítrico), sanidade e estabilidade produtiva.

É o que aponta Darlan Dalla Rosa, agrônomo e coordenador de desenvolvimento de trigo da GDM Seeds no Brasil. Segundo ele, quando a cultivar escolhida reúne todos esses fatores, o agricultor potencializa suas chances de sucesso com a cultura do trigo – algo especialmente importante em um período de margens apertadas.

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Qualidade do grão: por que ela é tão importante

Na prática, o agricultor deve, sim, considerar a produtividade como um dos principais motivadores para escolher uma cultivar de trigo. Contudo, ele não deve olhar apenas para esse fator.

— É fundamental que a cultivar ofereça ótimo potencial produtivo. Mas é tão importante quanto que toda essa produção tenha alta qualidade de grão, boa liquidez e seja vendida por valores que tragam rentabilidade ao produtor. Muitas vezes, observamos situações no campo em que lavouras são colhidas com altas produtividades, mas com PHs que destinam o grão à indústria de ração animal, reduzindo consideravelmente os valores recebidos pelo agricultor — menciona.

Germinação na espiga e manutenção de PH: características que protegem o valor da produção

Para que o grão colhido possa ser comercializado por preços que tragam rentabilidade à propriedade, é importante que o agricultor priorize a escolha de cultivares que possuam alto nível de resistência genética à germinação na espiga e ótima manutenção de PH.

Caso a lavoura seja impactada por volumes excessivos de chuva na pré-colheita, uma cultivar com alta resistência à germinação na espiga sofrerá menor redução de produtividade e de falling number (ou número de queda) – um dos principais parâmetros utilizados pela indústria para determinar a qualidade da farinha.

Já uma variedade com alta manutenção de PH possibilita com que a redução do peso hectolítrico seja menor e mais lenta durante um cenário de chuvas na pré-colheita, em comparação a uma cultivar com baixa manutenção de PH. Esse fator, por sua vez, também impacta diretamente a remuneração do agricultor e a qualidade do produto final.

— Germinação na espiga e manutenção de PH são dois aspectos que dependem exclusivamente da genética e podem ser determinantes para o sucesso da lavoura e rentabilidade do produtor. Assim, é sempre recomendado que o agricultor procure opções que tragam maior segurança nesses quesitos — destaca Dalla Rosa.

Sanidade: o que avaliar antes de escolher uma cultivar de trigo

Outro critério importante a ser levado em consideração no momento da escolha da cultivar de trigo é o pacote fitossanitário do material – ou seja, a resistência da cultivar às principais doenças da cultura.

Em regiões mais quentes e secas do país, como no norte do Paraná e Cerrado, os produtores demandam maior necessidade por cultivares que apresentem alto nível de resistência à brusone (da espiga e da folha), oídio e estria bacteriana.

Já em regiões mais frias e úmidas, como em determinadas localidades do Paraná, além de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, os produtores costumam priorizar cultivares de trigo com melhor reação frente a outras doenças, como a giberela, a mancha amarela e a queima da folha.

Para praticamente todas as doenças citadas, o produtor pode contar com alternativas de manejo químico com fungicidas, que ajudam a controlar as doenças e mitigar os prejuízos.

No caso da queima da folha e da estria bacteriana, comumente chamadas de bacteriose, não há alternativa de controle que não seja a resistência genética.

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Ciclo: como escolher entre materiais precoces e tardios

O ciclo da cultivar, como em qualquer cultura, também é um importante critério levado em consideração. De acordo com Dalla Rosa, produtores de regiões que conseguem viabilizar o cultivo de uma safrinha costumam demandar cultivares de trigo de ciclos precoces.

Na Região Sul, principal polo produtor de trigo do Brasil, esse cenário é fortemente observado nas regiões oeste e sudoeste do Paraná.

— A demanda por ciclos precoces surge da necessidade de colher a lavoura o mais rapidamente possível para implantar a cultura subsequente. Além disso, muitos produtores buscam materiais que permaneçam menos tempo no campo, reduzindo a exposição a intempéries climáticas que possam comprometer a produtividade e a qualidade dos grãos — aponta o agrônomo.

Por outro lado, em regiões em que não há costume ou possibilidade do cultivo da segunda safra, cresce a preferência por materiais de ciclos tardios – apesar da busca por variedades precoces também ser relevante.

Contudo, Dalla Rosa alerta que, na maior parte dos casos, cultivares de ciclo mais longo tendem a possuir maior estabilidade produtiva em relação a materiais de ciclos precoces.

— Em cultivares precoces, o período crucial em que a planta vai estabelecer seus perfilhos e definir seu potencial produtivo é de 10 a 15 dias menor que em cultivares tardias. Por isso, caso ocorram intempéries climáticas, como estresses hídricos, por exemplo, as cultivares tardias conseguem tolerar melhor as adversidades e ser menos impactadas em produtividade — cita.

A escolha da cultivar de trigo vai além da produtividade

Ao escolher uma cultivar de trigo, o produtor deve considerar um conjunto de fatores que vão além do potencial produtivo.

Por isso, avaliar as particularidades de cada material e sua adaptação às condições da propriedade é fundamental para tomar decisões mais assertivas e aumentar as chances de sucesso com a cultura ao longo das safras.

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