Conheça as principais doenças do trigo e saiba como manejá-las

 em Pragas e Doenças, Trigo

Diversas doenças, causadas por vírus, fungos e bactérias, podem ameaçar a produtividade e a qualidade da lavoura de trigo – e, por extensão, a rentabilidade do agricultor.

Portanto, saber como identificar as principais doenças que podem ocorrer na lavoura é fundamental para que o agricultor consiga reconhecer os primeiros sinais de ocorrência e adotar as medidas de controle mais adequadas em cada situação.

Quais são as principais doenças do trigo?

O trigo é um dos cereais mais cultivados do mundo e uma das principais culturas de inverno do Brasil, especialmente na Região Sul. Por sua relevância econômica e para a segurança alimentar, o manejo fitossanitário adequado é fundamental para preservar a produtividade e a qualidade do cereal. E isso começa pelo conhecimento das principais doenças que podem ocorrer durante a safra.

A seguir, conheça as principais doenças do trigo, seus sintomas, as condições que favorecem a infecção e as estratégias para seu manejo.

Vírus do mosaico

O vírus do mosaico do trigo é uma doença que apresenta maior prevalência em regiões frias do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, sobretudo em áreas com solo compactados e encharcados.

Apesar de ser uma virose, o mosaico é causado por um falso fungo, chamado Polymyxa graminis, que, ao estar infectado com o vírus, transmite-o para a planta de trigo.

Geralmente, a doença é favorecida por temperaturas na faixa de 10 ºC a 15 ºC. Temperaturas acima de 20 ºC costumam desfavorecer o agente causador do mosaico.

Os sintomas característicos da doença são estrias paralelas às nervuras das folhas do trigo. A coloração pode variar, dependendo da cultivar, apresentando cor mais amarelada a esbranquiçada. A distribuição dos sintomas no campo normalmente ocorre em reboleiras.

De acordo com Flávio Martins, mestre em produção vegetal e coordenador de fitopatologia da GDM Seeds, plantas infectadas com o vírus do mosaico também apresentam redução em seus componentes de rendimento, como o tamanho das espigas e número de grãos por espiga, impactando na produtividade final da lavoura.

— Em cultivares suscetíveis, o mosaico causa alto impacto na redução do potencial produtivo, com alguns dados apontando até 40% de redução no rendimento. Em cultivares resistentes, o impacto é muito menor do que em materiais suscetíveis, de forma que, normalmente, se torna difícil visualizar os sintomas da doença — complementa.

Como controlar o vírus do mosaico no trigo?

A principal medida para o controle do mosaico do trigo é o uso de cultivares resistentes à doença.

Mas, caso o produtor utilize em sua propriedade materiais suscetíveis ao mosaico, é altamente recomendado que ele evite áreas compactadas, encharcadas e com histórico de ocorrência da doença, posicionando as cultivares suscetíveis em áreas mais arenosas.

Em áreas com histórico de ocorrência do mosaico, também é indicada a rotação com culturas não-hospedeiras. A adubação nitrogenada pode ajudar em cenários de baixa incidência.

Vírus do Nanismo Amarelo da Cevada (VNAC)

O Vírus do Nanismo Amarelo da Cevada, mais conhecido como VNAC, é uma doença que afeta diversos cereais, incluindo a cevada, a aveia, o centeio e o trigo.

A doença é transmitida por diversas espécies de afídeos (pulgões), com destaque para Rhopalosiphum padi, conhecido como pulgão-da-aveia.

Condições climáticas mais quentes e secas favorecem a multiplicação e dispersão dos afídeos – e, consequentemente, a incidência e intensidade da doença.

Os sintomas do VNAC podem ser observados na folha bandeira, que passa a ficar ereta e com coloração amarela ou arroxeada. Outro sintoma da doença é a redução do tamanho da planta, efeito direto do vírus, que provoca a redução de todos os componentes de rendimento. A distribuição dos sintomas no campo costuma ocorrer em reboleiras.

Na cultura do trigo, normalmente têm sido observados danos de aproximadamente 20% no rendimento de grãos.

Como controlar VNAC no trigo?

As principais estratégias de controle para o vetor do VNAC no trigo envolvem o manejo químico ou biológico.

Visando a proteção da planta contra as primeiras picadas dos afídeos, é recomendada a realização do tratamento de sementes (TS) com inseticidas.

Como complemento, o produtor deve monitorar a população de pulgões na lavoura e, se necessário, realizar a aplicação de inseticidas na pós-emergência. É recomendado que o agricultor faça a aplicação se observar 10% de plantas com pulgões do início da cultura até o final do emborrachamento. Na fase de espigamento, o nível de ação indicado é de dez pulgões por espiga.

Mancha amarela

Considerada a principal doença foliar da cultura do trigo no Sul do Brasil, a mancha amarela é causada pelo fungo Drechslera tritici-repentis, que pode sobreviver de duas formas: através da semente ou por meio de restos culturais.

Para causar a infecção, o fungo necessita de períodos mínimos de 18 horas de molhamento contínuo, aliado a temperaturas entre 18 ºC e 28 ºC.

Uma vez infectada, a planta apresenta pequenas lesões marrom-escuras como sintomas iniciais, que evoluem para lesões elípticas de centro marrom-pardo e halo amarelado. À medida que a infecção evolui, as lesões podem aumentar de tamanho, resultando em grandes áreas necrosadas nas folhas do trigo.

Entre as principais doenças foliares presentes no Sul do país, a mancha amarela é a que apresenta o maior potencial de dano, podendo reduzir em mais de 50% a produtividade da lavoura em cenários epidêmicos e com cultivares suscetíveis.

Além dos danos na produtividade, a mancha amarela pode causar impactos na qualidade do trigo, uma vez que sua ocorrência pode estar associada à aparição de pontas pretas nos grãos e à redução do peso hectolítrico (PH) do trigo.

Como controlar a mancha amarela no trigo?

Segundo Martins, as duas principais estratégias para o controle da mancha amarela no trigo são o tratamento de sementes associado à rotação de culturas.

— Para que o tratamento de sementes seja eficiente, é preciso garantir que o fungo já não esteja mais presente na área, o que se faz com a rotação de culturas. De nada adianta o produtor realizar o TS se ele introduzir a cultura onde o fungo está presente – assim como também não é efetivo realizar a rotação de culturas sem garantir a sanidade da semente — explica.

Além do tratamento de sementes associado à rotação de culturas, é recomendado que o agricultor utilize cultivares com altos níveis de resistência à mancha amarela e, caso necessário, faça o uso de fungicidas químicos ou biológicos em parte aérea.

Oídio

O oídio é uma doença foliar causada pelo fungo Blumeria graminis, que possui uma forma especializada do trigo (Blumeria graminis f.sp. tritici).

Isso significa que, ao contrário de outras doenças importantes, o oídio não possui hospedeiros secundários, tendo sua disseminação realizada apenas através de plantas vivas de trigo. Dessa forma, estratégias como a rotação de culturas não apresentam eficiência no controle do oídio.

O fungo causador da doença é favorecido por ambientes secos e com temperaturas na faixa dos 15 ºC a 18 ºC.

O sintoma típico do oídio é o surgimento de colônias do fungo com cor branca-acinzentada e aspecto de mofo pulverulento – comumente, na parte superior das folhas do trigo, mas podendo afetar o colmo, espigas e aristas em infecções mais severas.

Para Martins, entre as principais doenças foliares do trigo, o oídio é a que apresenta o menor potencial de redução de rendimento. Ainda assim, ela não deve ser subestimada, ainda mais em cultivares suscetíveis.

— O oídio não deve ser menosprezado de forma alguma, pois epidemias severas da doença podem causar danos extremamente altos à produtividade do trigo, especialmente em cultivares mais suscetíveis. Além disso, há uma certa dificuldade de manejo químico da doença, pois a partir do momento em que a planta fecha as entrelinhas, o fungicida não consegue mais atingir o baixeiro do trigo — ressalta.

Como controlar o oídio no trigo?

Uma das principais estratégias de controle do oídio no trigo é a realização do tratamento de sementes, que contribui para proteger a cultura durante as fases iniciais de desenvolvimento e retardar o estabelecimento da doença.

Conforme Martins, além de apresentar custo relativamente baixo, o TS oferece proteção inicial às plantas e pode adiar a necessidade da primeira aplicação de fungicidas em parte aérea para o controle do oídio na lavoura.

— Mesmo que o fungo não sobreviva nas sementes, o tratamento com fungicidas sistêmicos é importante, pois os produtos são translocados para as folhas e proporcionam um período de persistência de 20 a 35 dias. Dessa forma, o TS protege as plantas nos estádios iniciais de desenvolvimento, reduzindo o risco das primeiras infecções por oídio — indica.

Além do tratamento de sementes, outras estratégias de controle do oídio envolvem o uso de cultivares resistentes à doença e a aplicação de fungicidas em parte aérea.

Ferrugem da folha

De forma similar ao oídio, a ferrugem da folha também é uma doença foliar causada por um fungo que possui uma forma especializada do trigo (Puccinia triticina).

A ferrugem, por sua vez, é favorecida por condições de maior umidade, necessitando de um período relativamente curto de molhamento – de 6 a 8 horas –, aliado a temperaturas entre 15 ºC e 22 ºC, para iniciar seu processo de infecção.

Normalmente, seus sintomas são observados nas folhas do trigo, mas também podem ser encontrados nas glumas e aristas. Em um primeiro momento, os sintomas consistem em pequenas pontuações amareladas, que podem se desenvolver posteriormente para pústulas arredondadas com cor amarelo-alaranjada. À medida que a doença evolui, as pústulas podem adquirir uma coloração negra com formato oval.

De acordo com dados da literatura, o potencial de dano da ferrugem da folha pode variar de 10% a 50%, dependendo do nível de resistência da cultivar. Em materiais resistentes, as perdas de produtividade podem ficar próximas de 10%, enquanto em cultivares suscetíveis podem chegar a 50%.

Como controlar a ferrugem da folha no trigo?

As duas principais estratégias de controle para ferrugem da folha no trigo são o uso de cultivares com bom nível de resistência genética à doença e a aplicação de fungicidas em parte aérea.

Bacterioses: estria bacteriana e queima da folha

No Brasil, há a presença de duas bacterioses: a estria bacteriana, causada por bactérias do gênero Xanthomonas (Xanthomonas spp.), e a queima da folha, causada por bactérias do complexo Pseudomonas (Pseudomonas spp.).

Tanto a estria bacteriana quanto a queima da folha costumam infectar o trigo através de aberturas naturais na planta, como estômatos e hidatódios, ou de injúrias provocadas por doenças, vento, fitotoxicidade, entre outros fatores.

Ambas as bacterioses são dependentes de longos períodos de molhamento – acima de 48 horas – e dias nublados. O que diferencia a ocorrência de uma ou outra é a temperatura do ambiente.

Enquanto a estria bacteriana é favorecida por temperaturas acima de 25 ºC, a queima da folha ocorre com temperaturas abaixo de 16 ºC.

Ambas as doenças normalmente apresentam sintomas em períodos próximos ao espigamento do trigo.

Os sintomas da estria bacteriana são caracterizados por estrias translúcidas com aspecto de encharcamento que acompanham o sentido das nervuras da folha do trigo. À medida que os sintomas evoluem, as estrias passam de uma coloração marrom-claro para marrom-escuro e as lesões podem necrosar e encobrir praticamente a folha inteira.

Já a queima da folha apresenta manchas aquosas que evoluem para uma coloração branco-amarelada, com o surgimento de áreas cloróticas. Essas manchas podem aglutinar-se com um aspecto branco-amarelado desidratado, que depois evolui para necrose.

Dados apontam que a estria bacteriana, a depender da severidade da infecção da lavoura e nível de resistência genética da cultivar, pode provocar reduções de rendimento entre 5% e 40%. Já a queima da folha pode ocasionar perdas na ordem de 10% da produtividade da lavoura.

Como controlar estria bacteriana e queima da folha no trigo?

De acordo com Martins, o principal pilar dentro do controle da estria bacteriana e da queima da folha no trigo é o uso de cultivares resistentes às doenças. O manejo químico, segundo ele, possui eficiência limitada – e ainda há poucas informações sobre a eficiência. Ele deve ser realizado apenas de forma preventiva.

Entre as opções disponíveis ao produtor para o manejo químico dessas doenças, o fitopatologista destaca o uso de protetores, como o mancozebe e o oxicloreto/óxido de cobre.

— O mancozebe pode ser aplicado em qualquer estágio fenológico sem maiores riscos de fitotoxicidade. Já o oxicloreto e o óxido de cobre não devem ser aplicados no estádio vegetativo, devido ao alto risco de causarem fitotoxicidade. Também é fundamental respeitar as doses recomendadas e evitar misturas incompatíveis de calda, para reduzir o risco de fito — destaca.

Como as bactérias infectam o trigo através de aberturas na planta, é fundamental que o agricultor busque evitar o risco de injúrias. É recomendado a atenção com o manejo químico ao longo do ciclo, a fim de evitar fitotoxicidade, e com o trânsito de máquinas na lavoura, para reduzir o risco de injúrias nas plantas.

Ainda, boas práticas para prevenir a presença das bactérias causadoras das doenças envolvem o uso de sementes sadias e a rotação de culturas.

Giberela

Tradicionalmente, a giberela é considerada a mais importante doença de espiga do trigo na Região Sul – seja por seus relevantes impactos na produtividade e na qualidade dos grãos.

Ela é causada pelo fungo Fusarium graminearum e a infecção ocorre através das anteras (flores) do trigo – em condições climáticas que permitam o molhamento contínuo de, pelo menos, 24 horas das anteras, aliado a temperaturas entre 18 ºC e 28 ºC.

— Quanto maior forem essas horas de molhamento a partir das 24 horas, maior tende a ser o número de espigas infectadas — menciona Martins.

Após a infecção, os sintomas aparecem na espiga do trigo – mais especificamente, nas espiguetas, onde ocorre a destruição da clorofila. As espiguetas infectadas apresentam coloração esbranquiçada ou cor-de-palha e podem apresentar coloração rosada/salmão (micélio do fungo), enquanto as aristas exibem a mesma coloração e ficam arrepiadas. Os grãos formados nas espiguetas afetadas ficam chochos e podem apresentar coloração rosada.

Em termos de produtividade, a literatura aponta que a ocorrência de giberela pode ocasionar uma redução média de rendimento de cerca de 40% em cultivares suscetíveis.

Entretanto, o maior impacto da giberela pode estar na qualidade do trigo, já que o fungo está diretamente relacionado à produção da micotoxina deoxinivalenol (DON), que oferece riscos à saúde humana e animal e, por isso, possui limites máximos tolerados pela legislação brasileira.

Além de reduzir a produtividade e gerar grãos chochos e com menor PH, a doença pode elevar os níveis de DON acima dos limites permitidos, causando impactos econômicos ao produtor e, em casos mais severos, até inviabilizando a comercialização do trigo colhido.

Como controlar a giberela no trigo?

A principal estratégia para o controle da giberela no trigo é o uso de cultivares com bom nível de resistência genética à doença.

— Um alto nível de resistência genética faz com que a cultivar sofra menor redução do potencial de rendimento e também facilita o manejo integrado da doença, potencializando o efeito dos fungicidas e aumentando o percentual de controle da giberela. Além disso, a genética desempenha um papel fundamental na redução do acúmulo de micotoxinas ao longo do desenvolvimento da cultura — afirma Martins.

Outra estratégia fundamental dentro do manejo da giberela é a aplicação de fungicidas durante o florescimento da cultura. Porém, de acordo com o fitopatologista, o momento de aplicação é determinante para a eficiência do manejo, de modo que “de nada adianta o produtor realizar esse manejo antes ou depois do período de florescimento”.

— É muito difícil proteger todas as anteras com apenas uma aplicação, pois elas não florescem ao mesmo tempo. Por isso, é necessário escalonar as aplicações. A primeira aplicação deve ser realizada no início do florescimento, quando cerca de 25% das anteras estiverem expostas. A segunda deve ocorrer de 5 a 7 dias após a primeira, durante o florescimento pleno, quando aproximadamente 50% a 75% das flores estiverem expostas. Em condições de alto favorecimento à doença e em cultivares mais suscetíveis à giberela, pode ser necessária uma terceira aplicação — explica.

Por fim, uma terceira estratégia dentro do manejo integrado da giberela é o escalonamento da época de semeadura e o uso de cultivares com ciclos distintos, visando o escape do período crítico para infecção do fungo.

Brusone

A brusone é causada pelo fungo Pyricularia oryzae patótipo Triticum e pode infectar todos os órgãos aéreos do trigo. Quando infecta as folhas, além de gerar prejuízos potenciais de até 100% da produtividade da lavoura, a doença pode servir como fonte de inóculo para a infecção do fungo na espiga.

Já a brusone da espiga também apresenta elevado potencial de dano, podendo ocasionar perdas de até 100% no rendimento da lavoura.

O fungo é favorecido por períodos de, pelo menos, 8 horas de molhamento contínuo a temperaturas de 25 ºC. Temperaturas entre 25 ºC e 30 ºC, associadas com molhamento acima de 40 horas, podem ocasionar epidemias de maior severidade da brusone.

Por outro lado, temperaturas inferiores a 13 ºC desfavorecem o desenvolvimento do fungo, reduzindo a probabilidade de epidemias.

Por isso, a brusone da folha e da espiga são consideradas doenças de regiões quentes, como o norte do Paraná e o Cerrado brasileiro. Ainda assim, invernos que apresentem temperaturas mínimas acima de 13 ºC, normalmente sob influência do fenômeno El Niño, podem ocasionar a ocorrência da brusone em todos os estados da Região Sul.

Na folha, a brusone provoca lesões necróticas com formato elíptico e cor palha-acinzentada, que podem apresentar halo avermelhado, a depender do nível de resistência da cultivar.

Na espiga, os principais sintomas da brusone são o esbranquecimento parcial ou total e a presença de lesões pretas sobre a ráquis, eixo da espiga onde as espiguetas são fixadas. Também pode ocorrer a formação de micélio de coloração acinzentada sobre a ráquis.

Como controlar a brusone da folha e da espiga no trigo?

A principal medida de controle da brusone no trigo é o uso de cultivares com altos níveis de resistência. No entanto, a resistência genética à brusone da folha não se traduz em resistência à brusone da espiga, e vice-versa.

Outra importante medida de controle é a utilização de fungicidas em parte aérea. Visando o controle da brusone da espiga, é essencial que o agricultor realize aplicações no início do espigamento, período crítico de infecção do fungo.

— É recomendado que a primeira aplicação de fungicidas seja feita com 50% a 75% das espigas expostas, para que a espiga e a ráquis sejam protegidas no momento em que estão mais vulneráveis. A segunda aplicação pode ser realizada de 5 a 7 dias após a primeira e, se necessário, a terceira aplicação pode ser feita de 5 a 7 dias após a segunda. O número de aplicações varia conforme o nível de resistência da cultivar e a ocorrência de condições favoráveis à infecção, especialmente quando há previsão de chuvas — pontua Flávio Martins.

Ainda dentro da aplicação de fungicidas em parte aérea, é importante que o produtor busque o máximo molhamento possível das espigas.

— Como as espiguetas ficam dispostas ao redor da ráquis, a arquitetura da espiga pode dificultar a chegada e penetração das gotas de pulverização. Por isso, é necessário trabalhar com volumes de calda elevados, de no mínimo 120L/ha, e utilizar pontas e bicos de pulverização que favoreçam uma aplicação em 360 graus, como duplo leque, bico 3D ou bico cone. Também é importante observar as condições ambientais no momento da aplicação para reduzir o risco de deriva do produto — complementa.

Como o fungo causador da brusone sobrevive em sementes (e restos culturais), o tratamento de sementes com fungicidas também é uma importante estratégia de manejo. A prática reduz o risco de transmissão do patógeno das sementes para a parte aérea do trigo, contribuindo para diminuir a ocorrência da doença nos estágios iniciais da cultura.

Cultivares DONMARIO: ferramentas para controle das doenças do trigo

Para a maior parte das doenças do trigo, a adoção de cultivares com bom nível de resistência genética é uma das principais – quando não a principal – estratégia de controle da doença.

E entre as diversas ferramentas que o produtor pode contar no mercado, as cultivares de trigo da DONMARIO Sementes têm sido reconhecidas por sua facilidade de manejo frente a diversas doenças.

Confira um guia completo sobre as cultivares de trigo da DONMARIO

É o caso de DM3026, cultivar de ciclo precoce, que oferece ótima segurança frente a quase todas as doenças mais importantes da cultura.

A cultivar apresenta moderada resistência para giberela, ferrugem da folha e estria bacteriana (nota 6 de 9) e reação ainda maior frente ao oídio, mosaico, queima da folha e mancha amarela, com nota 7 (MR/R).

— Sobretudo em termos de sanidade foliar, DM3026 é uma cultivar muito completa. É um material que facilita o manejo fitossanitário, tanto para folha como para espiga — destaca Francisco Gnocato, doutor em melhoramento genético de plantas e melhorista de trigo da GDM Seeds.

Já o DM4025, cultivar de ciclo médio, se destaca pelo excelente nível de resistência à brusone da espiga, com nota 7 de 9 – mas também oferece bom nível de resistência para oídio, ferrugem da folha, queima da folha e mancha amarela, com nota 6.

Para além da segurança frente às principais doenças da cultura, DM3026 e DM4025 também apresentam ótimos potenciais produtivos, se destacando pela performance no campo em rendimento e estabilidade produtiva.

Conheça o portfólio de trigo da DONMARIO

 

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